Vou ser sincero: eu não me
lembrava deste blog.
Na minha última sessão de
terapia, minha terapeuta comentou comigo e perguntou por que eu não fazia algo
para ajudar, escrevendo minhas visões sobre a depressão, sobre o pânico, a
ansiedade e etc, e então eu me lembrei que um dia eu já tinha começado algo
assim, que era o CONVIVA COM A DEPRESSÃO.
Mas é muito tempo desde a última
postagem. São mais de 06 anos.
Neste meio tempo, em 2018, tive
uma recaída bem forte, uma sem nenhum gatilho (problemas no trabalho, problemas
financeiros, relacionamento e etc), nada.
Foi uma recaída bem forte, que eu
classifico como talvez mais forte que a primeira, porém, agora, eu sabia tudo o
que vinha pela frente e estava mais preparado para enfrentar a tempestade.
Foram dias de luta. Dias de lutas muito intensas e que só eu tinha condições de entender e saber o que eu estava passando naquele momento.
Tive a consulta com meu
psiquiatra, e levei o bloco de anotações, e comecei a ler tudo o que eu tinha
anotado, quando ele iniciou uma serie de questionamentos, testes e etc, e então
comentou que ele achava que eu tinha um diagnóstico errado como depressão,
porque o que eu tinha na
realidade era transtorno afetivo bipolar.
Da primeira crise até este
diagnóstico, passaram 11 anos, e, sim, pelo que pesquisei, o diagnóstico para
transtorno bipolar não é da noite para o dia e em média leva seus 10 anos para
que ocorra.
Os medicamentos foram alterados e,
com o passar dos dias, depois de 11 anos, a sensação de uma pedra de uma
tonelada no meu peito todos os dias, o dia todo foram embora.
Diferente do que os leigos brincam/falam
sobre a bipolaridade, não é algo que você está sentindo frio e de repente calor
ou algo do tipo.
Existe muita coisa na internet, ruim
e muita coisa boa. Temos de saber diferencia-las. Para uma boa explicação
simples do que é o transtorno bipolar encontrei este texto:
Distúrbio
associado a alterações de humor que vão da depressão a episódios de obsessão.
A causa
exata do distúrbio bipolar não é conhecida, mas acredita-se que seja
influenciado por uma combinação de fatores como genética, ambiente, estrutura e
química do cérebro.
Os
episódios maníacos incluem sintomas como euforia, dificuldade para dormir e
perda de contato com a realidade. Já os episódios depressivos são
caracterizados por falta de energia e motivação, além de perda de interesse nas
atividades cotidianas. Os episódios de alteração de humor podem durar dias ou
meses e também podem estar associados a pensamentos suicidas.
O
tratamento costuma ser necessário por toda a vida e geralmente envolve uma
combinação de medicamentos e psicoterapia.[1]
Em resumo, a orientação que:
Não é frescura;
Você é humano e tem direito a ficar doente;
Infelizmente as doenças psiquiátricas não são como uma gripe, que você toma um comprimido agora e daqui a pouco está melhor; é preciso paciência, persistência e acreditar no seu médico/tratamento;
Tenha um amigo em quem confiar e se abrir;
Anote tudo o que pensa, por mais idiota que pense que é e faça associações. Leve isso ao seu(a) médico(a) / psicólogo(a). Não é inteligente da sua parte, esconder informações ou contar mentiras ao profissional que está tentando te tirar do problema (pense seriamente nisso).
[1] Pesquisa
Google: https://www.google.com/search?q=o+que+%C3%A9+transtorno+bipolar&rlz=1C1GCEA_enBR1012BR1012&oq=o+que+%C3%A9+transtorno+b&aqs=chrome.1.69i57j0i512l6j69i60.6798j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

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