Na minha ultima postagem, eu falava sobre ter sido diagnosticado como bipolar. Ao tempo que por um lado eu vi que tinham descoberto algo novo que eu não ouvia em mais de 10 anos, eu pensei: “e agora?”
Então... o agora é melhor do que
o passado, do antes de ser diagnosticado como bipolar. Porém, ainda não é uma
maravilha.
De tempo em tempo recebo visitas
do cachorro preto, porém, com a experiência adquirida, consigo perceber a sua
chegada com certa antecedência, e corro anotar e, a medida que os fatos começam
a se tornar recorrentes, relato ao meu psiquiatra e isso acaba refletindo em
uma alteração de dosagem de medicamentos, na troca de algum ou em último caso,
na inclusão de algum outro.
A realidade é: os picos ficam cada vez mais intensos à medida que não fazemos nada com os sentimentos, daí pode ser tanto no sentido de emocional como físico, acontecem. Você se manter sempre alerta aos sinais que sua mente e seu corpo dão e a ação prévia com seu médico, é o que vai dosar a intensidade do pico de mania ou de depressão que você vai enfrentar.
Estou sempre atento à sinais de
nervosismo em excesso em especial com coisas sem motivo, respiração com
suspiros fortes durante o dia sem que nada tenha acontecido, da mesma forma que
me sentir fragilizado emocionalmente com coisas sem importância e também,
eventuais calafrios na nuca e couro cabeludo ou sensação de medo sem estar em
situação de risco.
Eu acredito que tudo isso seja
variável de pessoa para pessoa, mas, cada um se conhece e sabe o que é normal
ou não. Eu por exemplo, estou passando por uma das fases não legais. O que
senti? Tudo isso ai que escrevi. O que estou sentindo? Uma tristeza moderada,
uma vontade de não estar em lugar nenhum, e as pernas totalmente inquietas.
Estou ainda em fase de adaptação dos medicamentos em função dos ajustes que o
médico fez.
Tenho na minha cabeça que eu poderia
estar pior, talvez em um pico de depressão profunda se não tivesse agido em
tempo e lá no começo, quando eu escrevei que ainda não é uma maravilha, é
verdade... ainda mais quando se tem família em casa, amigos no trabalho e você
quer dar o máximo de uma pessoa alegre que um dia foi e não consegue, isso
machuca a gente e até prejudica no tratamento. Mas, não podemos baixar a
guarda.
Nossa, mas além de ter isso, tem que
tomar remédio e ficar adivinhando o que vem? Sim. Infelizmente, os transtornos psiquiátricos
não são iguais a uma diabete, que não é menos grave, mas pelo menos tem um “aparelhinho”
que o doente mede os níveis de insulina...

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