Mudanças de rumos. Confiança e
coragem.
Um dos pontos decisivos que você
deve ter quando está se tratando com um psiquiatra, é de fato se ele é bom ou
não.
Como avaliar isso? Vai puramente
do seu sentimento. Não tem como ser outro jeito.
Mas, isso tem que ser com
cautela. Uma coisa é um psiquiatra que te diz o que você precisa ouvir e isso
vai contribuir para sua evolução, e outra é o chamado "professor de
Deus", aquele que sabe tudo, conhece tudo, está tranquilo da situação,
mas, não consegue evoluir no seu tratamento e vocês estão andando de lado já há
algum tempo.
Fazendo um adendo, o tratamento
psiquiátrico, por via de regra, é lento, não é algo que você abre a cabeça,
coloca um chip e muda a programação. Estamos falando da química cerebral. E
isso leva tempo para se analisar. O tratamento é: tentativa e erro versus
tentativa e acerto.
Você tem que estar atento quão
humilde sua/seu psiquiatra é para assumir o erro ou o atraso, e qual sua
flexibilidade para responder perguntas suas que podem sim ter sido trazidas do
"Doutor Google" ou não.
Eu tive meu quadro diagnosticado
como depressão e síndrome de pânico, em agosto de 2008. Até fevereiro desde
ano, depois de 5 psiquiatras, tive a sorte de encontrar um, que reconheceu
estar seguindo uma linha de tratamento conservadora e que, gostaria de ousar,
uma vez que ele acreditava que, uma tratamento de quase 07 anos sem muito
sucesso - a tristeza e aperto no peito nunca iam embora - e se eu aceitaria uma
mudança, embasado no que ele vinha estudando nas nossas consultas/conversas há
alguns meses: ele achava que, meu quadro não era depressão e pânico, mas sim,
transtorno afetivo bipolar.
O antes eu via tratando com uma
linha de medicamentos, mudamos para outra diferente e hoje, estou me tratando
com Depakote, retirando o Alenthus e mantendo o Rivotril, e tenho percebido
muito a mudança. O que nos fez acreditar que, de fato, nossas discussões quanto
o transtorno afetivo e não a depressão estavam certas.
Acho que o tempo da tentativa e
erro não acabou ainda. Mas o da tentativa e acerto começou. Com alguns
percalços, que não dependem de mim, nem do médico, muito menos dos remédios,
mas nada que a persistência e a paciência não sejam capazes de resolver.
O problema é tê-los. Sei disso.
Persistência e paciência à
todos!!!
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