segunda-feira, 25 de maio de 2015

Persistência e paciência

Mudanças de rumos. Confiança e coragem.

Um dos pontos decisivos que você deve ter quando está se tratando com um psiquiatra, é de fato se ele é bom ou não.

Como avaliar isso? Vai puramente do seu sentimento. Não tem como ser outro jeito.
Mas, isso tem que ser com cautela. Uma coisa é um psiquiatra que te diz o que você precisa ouvir e isso vai contribuir para sua evolução, e outra é o chamado "professor de Deus", aquele que sabe tudo, conhece tudo, está tranquilo da situação, mas, não consegue evoluir no seu tratamento e vocês estão andando de lado já há algum tempo.

Fazendo um adendo, o tratamento psiquiátrico, por via de regra, é lento, não é algo que você abre a cabeça, coloca um chip e muda a programação. Estamos falando da química cerebral. E isso leva tempo para se analisar. O tratamento é: tentativa e erro versus tentativa e acerto.

Você tem que estar atento quão humilde sua/seu psiquiatra é para assumir o erro ou o atraso, e qual sua flexibilidade para responder perguntas suas que podem sim ter sido trazidas do "Doutor Google" ou não.

Eu tive meu quadro diagnosticado como depressão e síndrome de pânico, em agosto de 2008. Até fevereiro desde ano, depois de 5 psiquiatras, tive a sorte de encontrar um, que reconheceu estar seguindo uma linha de tratamento conservadora e que, gostaria de ousar, uma vez que ele acreditava que, uma tratamento de quase 07 anos sem muito sucesso - a tristeza e aperto no peito nunca iam embora - e se eu aceitaria uma mudança, embasado no que ele vinha estudando nas nossas consultas/conversas há alguns meses: ele achava que, meu quadro não era depressão e pânico, mas sim, transtorno afetivo bipolar.

O antes eu via tratando com uma linha de medicamentos, mudamos para outra diferente e hoje, estou me tratando com Depakote, retirando o Alenthus e mantendo o Rivotril, e tenho percebido muito a mudança. O que nos fez acreditar que, de fato, nossas discussões quanto o transtorno afetivo e não a depressão estavam certas.

Acho que o tempo da tentativa e erro não acabou ainda. Mas o da tentativa e acerto começou. Com alguns percalços, que não dependem de mim, nem do médico, muito menos dos remédios, mas nada que a persistência e a paciência não sejam capazes de resolver.

O problema é tê-los. Sei disso.


Persistência e paciência à todos!!!

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